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Archive for Abril, 2010

Junho é o mês dos santos populares. Santo António a 13, São João a 24 e São Pedro a 29. Sardinha assada, bailes pelas ruas, manjericos e versos populares: assim é a tradição portuguesa no mês de Junho.

Mas se estes aspectos são comuns a estes três santos, há, no entanto, diferenças significativas na sua comemoração. Tal como abordámos nas últimas aulas, deixo-vos as páginas onde podem encontrar mais informação sobre o Santo António de Lisboa e o São João no Porto. Relativamente ao São Pedro, este é comemorado um pouco por todo o país.

Relativamente ao trabalho de casa, aqui está a página de internet relativa aos Casamentos de Santo António.

Bom trabalho a todos!

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IndieLisboa 2010

Começou ontem o IndieLisboa, Festival Internacional de Cinema Independente de Lisboa. Este é um festival de Cinema que decorre anualmente nesta cidade portuguesa durante o mês de Abril e que comemora já a sua 10ª edição.

Este ano a abertura do festival faz-se com um filme português, não que o festival tenha adquirido uma dimensão doméstica, antes pelo contrário, é sinal de crescimento e reconhecimento de um festival que premiou Arena, de João Salaviza, antes de Cannes.

Contudo, há uma certa predominância do cinema francês no festival, que se prende, naturalmente, com o gosto do comité de selecção. Mas não só. Dos 3700 filmes recebidos, havia 800 franceses.

Se puderem, dêem um saltinho até lá. Vão ver que vale a pena!

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Foi no Domingo passado que passei
À casa onde vivia a Mariquinhas
Mas está tudo tão mudado
Que não vi em nenhum lado
As tais janelas que tinham tabuínhas

Do rés-do-chão ao telhado
Não vi nada, nada, nada
Que pudesse recordar-me a Mariquinhas
E há um vidro pegado e azulado
Onde via as tabuínhas

Entrei e onde era a sala agora está
À secretária um sujeito que é lingrinhas
Mas não vi colchas com barra
Nem viola nem guitarra
Nem espreitadelas furtivas das vizinhas

O tempo cravou a garra
Na alma daquela casa
Onda às vezes petiscávamos sardinhas
Quando em noites de guitarra e de farra
Estava alegre a Mariquinhas

As janelas tão garridas que ficavam
Com cortinados de chita às pintinhas
Perderam de todo a graça porque é hoje uma vidraça
Com cercaduras de lata às voltinhas

E lá pra dentro quem passa
Hoje é pra ir aos penhores
Entregar ao usurário, umas coisinhas
Pois chega a esta desgraça toda a graça
Da casa da Mariquinhas

Pra terem feito da casa o que fizeram
Melhor fora que a mandassem prás alminhas
Pois ser casa de penhor
O que foi viver de amor
É ideia que não cabe cá nas minhas

Recordações de calor
E das saudades o gosto eu vou procurar esquecer
Numas ginjinhas

Pois dar de beber à dor é o melhor
Já dizia a Mariquinhas
Pois dar de beber à dor é o melhor
Já dizia a Mariquinhas

Com versos da autoria do grande jornalista e poeta Silva Tavares, inicialmente este fado foi cantado por Alfredo Marceneiro, figura incontornável do fado lisboeta, embora tenha ficado célebre pela voz de Amália Rodrigues que o intitulava como “Dar de Beber à dor”.

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“A língua portuguesa nunca dorme”, numa alusão à sua disseminação por vários continentes, foi a frase proferida pelo Embaixador António Aguiar Patriota, na Conferência de Brasília, que decorreu entre os dias 25 a 30 de Março último, no Palácio do Itamaraty. Estiveram reunidos representantes da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) por forma a desenvolver estratégias para a afirmação internacional do português, nomeadamente no sistema das Nações Unidas. A elaboração do Plano de Acção de Brasília para a Promoção, a Difusão e a Projecção da Língua Portuguesa, foi uma das estratégias concertadas.

Poderão obter mais informações na página do Instituto Camões.

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Chamo a vossa atenção para o artigo online do Jornal de Letras (que poderão consultar nesta página no separador Jornais e Revistas) sobre o grupo musical Galandum Galundaina. Este grupo, originário da vizinha cidade portuguesa Miranda do Douro, já esteve em Zamora o ano passado aquando do COOPERA.

Galandum Galundaina é um grupo de música tradicional mirandesa criado em 1996 com o objectivo de recolher, investigar e divulgar o património musical, as danças e a língua das terras de Miranda (mirandês). O grupo faz a ligação entre a antiga geração de músicos e a geração mais jovem, assegurando a continuidade da rica tradição cultural desta região, que durante anos correu o risco de se perder.

Os instrumentos usados, réplicas de outros muito antigos, que mantêm o aspecto e sonoridade dos mesmos, são gaitas de fole mirandesas, flauta pastoril, sanfona, caixa de guerra, conchas de Santiago, castanholas, pandeireta, etc.

Além da música instrumental, o grupo apresenta um repertório de música com vozes, reproduzindo fielmente as melodias tradicionais, enriquecidas com timbres, ritmos e harmonias capazes de criar emoção e, porque não, alguma modernidade.”

Origem: Wikipédia

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OqueStrada

Tenho dores fechadas em caixinhas,
contra mim, contra ti, contra lá,
contra os dias, que passam a meu lado;
tenho dores fechadas em caixinhas,
contra aqui, contra ali, contra cá,
que me dizem estou aqui,
estamos lá

ah diz-me lá,
aaa diz-me aqui,
oxalá, oxalá te veja ao meu lado ao pé de mim

tenho dores fechadas em caixinhas,
contra mim, contra ti, contra lá
contra os dias que passam a meu lado;
tenho dores fechadas em caixinhas,
contra aqui, contra ali, contra cá,
mas que me dizem estou aqui,
estamos lá…

aaaa diz-me lá, aa
diz-me aqui,
oxalá, oxalá te veja ao meu lado ao pé de mim,
ao pé de mim,
ah oxalá te veja ao meu lado,
ah oxalá te veja bem aqui,
ai oxalá te veja ao meu lado ao pé de mim, ao pé de mim…

Glória à Hermínia ao marceneiro e tais fadistas
Glória à ginjinha ao medronho e à revista, Glória
à Hermínia, Glória
à Hermínia ao marceneiro e tais fadistas,
à ginjinha ao medronho e à revista

O projecto musical OqueStrada foi formado em 2002. Pioneiro numa reinvenção do popular conquistou caminho por si mesmo e o seu trabalho tem sido reconhecido de norte a sul de Portugal e em países como Sérvia, França, China e Espanha. A canção que vos deixo chama-se Oxalá te Veja e pertence ao álbum TascaBeat. É um som diferente, arrojado, intenso e divertido. Podem obter mais informações na sua página de internet http://www.oquestrada.com/. Espero que gostem.

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