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Archive for Setembro, 2011

“O momento em que mais odeio ser estrangeira em Portugal – e sobretudo, parecer estrangeira – acontece sempre que regresso a este país e tenho que apanhar um táxi no aeroporto de Lisboa. Sinto-me como a mosquinha que é apanhada na teia de aranha.

Não houve forma de escapar, há semanas, quando regressei de Inglaterra trazendo os meus pais a reboque. Eles vinham passar a Páscoa num país quente e solarengo. O meu pai, que é completamente obcecado pela meteorologia, tinha passado a semana anterior a acompanhar de perto as temperaturas em Portugal. Ele está convencido, apesar de todas as provas em contrário, de que o clima na Inglaterra não merece a má fama que tem e que, inclusive, é muito melhor do que no resto do Mundo. Ao mesmo tempo que eu dizia à minha mãe para pôr um ou dois fatos-de-banho na mala, ele divertia-se a informar-nos sobre a previsão de frio e chuva para Lisboa.

Mal tínhamos acabado de entrar no táxi começaram a cair as primeiras pingas no vidro do carro. “Esta semana vai estar de chuva”, disse o taxista alegremente. “É bom para as alfaces.”

No banco de trás, a minha mãe parecia muito agitada. Escapámos por pouco a um camião do Continente, no preciso momento em que o taxista apontava para as torres verdes do Centro Comercial Colombo. “O maior centro comercial do Mundo!”, anunciou ele, orgulhosamente, ao mesmo tempo que os meus pais olhavam na direcção errada para um bloco de apartamentos. “Talvez o maior da Península Ibérica”, corrigi. “Da Europa!”, insistiu ele, ao mesmo tempo que quase atirava com uma mota para o chão.

“Maior estádio do Mundo!”, continuava ele, apontando, desta vez para o Estádio da Luz. “Eu pensava que o Maracanã era o maior do mundo”, disse o meu pai enquanto olhava para o Colombo, a pensar que era o Estádio do Benfica. “Não”, disse o taxista. “Isso é o que os brasileiros dizem”.

Os meus pais estavam completamente baralhados. Quando finalmente chegámos ao Estoril, eles pareciam aliviados por estarem vivos e inteiros. Tal como eu tinha receado, o taxista apresentou-me a maior conta que eu alguma vez encontrei no trajecto Lisboa-Estoril. “Espero que o senhor não esteja a tentar entrar para o Guinness”, disse eu.

Christina Lamb, O Independente

Suplemento Vidas, 30 de Abril de 1998 (texto adaptado)

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Estão abertas as inscrições para a época de Novembro dos exames CAPLE. Os interessados poderão inscrever-se no nosso Centro todos os dias úteis das 10 às 14h, até ao próximo dia 14 de Outubro. Terão de fazer-se acompanhar de Bilhete de Identidade e proceder ao pagamento no acto de inscrição. Para mais informações, consultem a página do CAPLE ou entrem em contacto com o nosso Centro de Exames.

 

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Corpo de linho
lábios de mosto
meu corpo lindo
meu fogo posto.
Eira de milho
luar de Agosto
quem faz um filho
fá-lo por gosto.
É milho-rei
milho vermelho
cravo de carne
bago de amor
filho de um rei
que sendo velho
volta a nascer
quando há calor.

Minha palavra dita à luz do sol nascente
meu madrigal de madrugada
amor amor amor amor amor presente
em cada espiga desfolhada.

Minha raiz de pinho verde
meu céu azul tocando a serra
oh minha mágoa e minha sede
oh mar ao sul da minha terra.

É trigo loiro
é além tejo
o meu país
neste momento
o sol o queima
o vento o beija
seara louca em movimento.

Minha palavra dita à luz do sol nascente
meu madrigal de madrugada
amor amor amor amor amor presente
em cada espiga desfolhada.

Olhos de amêndoa
cisterna escura
onde se alpendra
a desventura.
Moira escondida
moira encantada
lenda perdida
lenda encontrada.
Oh minha terra
minha aventura
casca de noz
desamparada.
Oh minha terra
minha lonjura
por mim perdida
por mim achada.

Simone de Oliveira

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Iberiana está a chegar a Zamora.

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Tirar o cavalinho da chuva “designa, genericamente, uma exprectativa frustrada. Se bem que com reservas, aqui deixamos uma explicação. Os antigos acavaleiros e mensageiros andavam a cavalo, como já se viu. Quando paravam num albergue por pouco tempo, deixavam o cavalo no exterior, nem que fosse à chuva. Mas se se tinham de demorar por motivos imprevistos, teriam de retirar o cavalo das intempériese recolhê-lo no estábulo.”

in Nas Bocas do Mundo, Sérgio Luís de Carvalho

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A Fundação Rei Afonso Henriques divulgou hoje os novos Cursos de Língua Portuguesa para o biénio 2011/2012. Este ano contamos igualmente com a parceria do Consórcio Centro de Idiomas de Zamora no projecto da divulgação do ensino da língua de Camões.

As inscrições encontram abertas, até ao próximo dia 19 de Setembro.

15 vagas por curso e as inscrições são feitas por ordem de chegada quer na Fundação, quer no Consórcio Centro de Idiomas.

Os cursos terão início no próximo dia 19 de Setembro e terminarão no dia 14 de Junho, num total aproximado de 120 horas.

Nível Básico: terças e quintas das 10h às 11:30h e 18:30h às 20h.

Nível Intermédio: segundas e quartas das 20h às 21:30h e terças e quintas das 16:30h às 18h.

Nível Avançado: segundas e quartas das 20h às 21:30 (Consórsio de Idiomas).

Curso de Conversação de Português: segundas e quartas das 17h às 18h e 18:30h às 19:30 (aproximadamente 80 horas).

Curso Básico para Crianças (8 a 12 anos): segundas e quartas das 19h às 20h (Consórcio de Idiomas).

Para inscrições ou mais informações sobre os cursos de Português na FRAH, poderá contactar por telefone 980 535 052, por correio electrónico centroexamenesportugues@frah.es, na sede da FRAH na Av. Nazareno de San Frontis ou no Consórcio de Idiomas na Praça Alemanha, todos os dias das das 9h às 14:30h. As inscrições serão feitas por ordem de chegada.

O preço por ano lectivo é de 200 Euros e o Curso de Conversação de 150 Euros.

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VAI DE RUZ-TRUZ TRUZ (Ribatejo)

Letra: popular/adaptação: João Viegas

Música: popular/arranjos: Naná Sousa Dias

Voz: Tonicha

 

Este bailarico é novo
Nem todos o sabem dançar
Vai de ruz truz truz
Vai de raz traz traz
Sou o teu amor
És o meu rapaz

Tem um requebro no meio
Nem todos lho sabem dar
Vai de ruz truz truz
Vai de raz traz traz
Sou o teu amor
És o meu rapaz

A moda do bailarico
Lírios à borda da vala
Vai de ruz truz truz
Vai de raz traz traz
Sou o teu amor
És o meu rapaz

Amor segue os teus intentos
Deixa lá falar quem fala
Vai de ruz truz truz
Vai de raz traz traz
Sou o teu amor
És o meu rapaz

Se eu for presa por cantar
Não calarei a garganta
Vai de ruz truz truz
Vai de raz traz traz
Sou o teu amor
És o meu rapaz

Eu sou como um passarinho
Que até na gaiola canta
Vai de ruz truz truz
Vai de raz traz traz
Sou o teu amor
És o meu rapaz

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