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Archive for Dezembro, 2011

Boas Festas!

Receita de Ano Novo

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(…)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações

(…)
Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo

cochila e espera desde sempre.

Carlos Drummond de Andrade

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O Natal e uma época que leva muitos a deslocarem-se a grandes distâncias para se reunirem às famílias e trocarem presentes. À noite, numa sala enfeitada com uma árvore de Natal iluminada e reluzente, sob a qual se espalham os presentes a serem distribuídos mais tarde, a família reúne-se para comer o tradicional bacalhau cozido regado de preferência com um bom vinho. Termina a refeição com doçaria que varia conforme as regiões do país.

Os hábitos religiosos evoluíram desde os primeiros séculos até à actualidade. Nos primeiros séculos estas vigílias que celebravam o nascimento do “Deus – menino” eram dias de jejum. Os fiéis reuniam-se nas igrejas a rezar e a cantar a noite toda. Com o passar dos séculos o jejum foi sendo abolido e substituído pela refeição a que o povo foi continuando a chamar “Consoada”. O termo propriamente dito de “Consoada” só surgiu no século XVII e era constituída então por uma refeição ligeira de peixe. Só se generalizou quando as pessoas mais abastadas passaram a comer uma refeição após terem assistido à Missa da Vigília do Natal.

É essa consoada que no dia 24 de Dezembro, a grande maioria dos lares portugueses assinala com o tradicional bacalhau cozido, seguido de doçaria como a aletria, as rabanadas (especialidades do norte) o arroz doce, as filhoses (especialidades do sul).

A mesa da Consoada não deve ser levantada. Os restos de comida devem ficar na mesa a noite toda. Diz a tradição que é para o Menino – Jesus vir comer.

A noite da véspera de Natal é também o dia da preferência dos mais jovens: A razão é a de ser nessa noite que, findo a Consoada, ser feita a distribuição dos presentes de Natal, que muitos pediram nos meses anteriores por cartas escritas ao Pai Natal. Não admira, pois, que seja com grande ansiedade que todos os miúdos esperam ansiosamente pela hora da distribuição dos presentes.

No dia 26 de Dezembro, é dia de servir ao almoço a célebre “roupa velha”, confeccionada com restos da refeição do dia 24.

Por Eduardo Caetano, RTP

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O Natal, segundo das leis canónicas, deve ser composto por 4 missas: a vigília nocturna, a da meia-noite, a da aurora e por fim a da manhã.

Contudo, em termos práticos, não se conseguem celebrar as 4 vigílias, sendo normalmente dispensada a da noite e a da aurora. Assim, a primeira missa celebrada no Natal é a da meia-noite. Esta celebração denomina-se de Missa do Galo e apareceu no século V, pelas mãos dos católicos romanos.

Realiza-se à meia-noite já que nesta missa se celebra o nascimento de Cristo, e deverá coincidir com a hora a que se pensa que terá nascido.

Mas qual o motivo denominação de missa do galo? A explicação mais comum é a da lenda que conta que o galo foi o primeiro animal a presenciar o nascimento de Jesus, por isso ficou com a missão de anunciar ao mundo o nascimento de Cristo, através do seu canto.

Até ao início do século XX, a tradição ditava a meia-noite era anunciada, dentro da igreja, através do canto de um galo, real ou simulado.

No seu início, a missa do galo era uma celebração jubilosa, longe do carácter solene que existe nos dias de hoje.

Até princípios do século XX, manteve-se o costume do privilégio de serem os primeiros a adorarem o Menino Jesus estar reservado aos pastores congregados ali. Durante a adoração ao Menino, as mulheres depositavam doces caseiros e em troca recebiam pão bento ou pão do Natal. Outro costume era o de se guardar um pedaço desse pão bento como amuleto, ao qual só se podia recorrer em caso de doença grave.

Uma tradição que existia em algumas aldeias portuguesas e espanholas, era o de se levar um galo para a Missa do Galo, se este cantasse era um prenúncio de boas colheitas para esse ano.

Com o advento do regime republicano e com a falta de párocos em muitas freguesias, fizeram com que a Missa do Galo começasse a cair em desuso.

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Em Portugal quando se fala de bacalhau, não se fala de um peixe mas sim de uma história de amor única no mundo entre um país e um alimento que nem sequer é seu.

De facto, é difícil encontrar em qualquer parte do mundo uma relação tão próxima entre um povo e um alimento que não é produzido nas suas terras ou obtido nas suas águas. O bacalhau é para nós, portugueses, mais do que um peixe: é uma instituição, um componente básico da nossa alimentação que, aliado à fértil imaginação lusitana, adquiriu várias formas de confecção nem todas muito equilibradas.

Foi na terra que hoje é sinónimo de leitão que este romance com o bacalhau se iniciou. À época, Portugal não existia ainda como país, mas foi a zona da Bairrada a escolhida pelos vikings para trocar o seu bacalhau pelo nosso vinho e sal e assim o introduzir no nosso país.

E não é apenas pelas mil e uma maneiras de cozinhar o bacalhau que se faz a sua história. O óleo de fígado de bacalhau faz parte das memórias de infância de muitos, numa altura em que a palavra “ómega 3” ainda não fazia parte do léxico corrente. Apesar de hoje ser reconhecido que a ingestão deste subproduto do bacalhau em excesso poderá levar a uma toxicidade de vitamina A e D, é certo que durante muitos anos ele teve o condão de minorar as deficiências na ingestão destes dois nutrimentos.

Não sendo um peixe gordo, o bacalhau apresenta níveis de colesterol relativamente elevados face aos outros peixes, sendo no entanto uma excelente fonte de selénio, vitamina B12 e proteínas de elevada qualidade, onde ganha destaque o aminoácido essencial triptofano, percursor da serotonina e envolvido nos processos de melhoria do humor e memória, particularmente em pessoas com défice deste neurotransmissor (tais como mulheres em fase pré-menstrual e indivíduos susceptíveis a estados de stress).

Para além de alguns métodos de confecção não favorecerem o seu consumo por excesso de gordura (bacalhau “à Brás” e “à Espanhola” são disso exemplos), o bacalhau, devido ao seu processo de conservação, possui uma excessiva quantidade de sal. No entanto, esta desvantagem pode ser minorada com uma demolha efectiva e com a troca regular desta água, tal como pela ausência de adição de sal na sua preparação culinária.

O Natal é especial também por nos mostrar a melhor forma de consumir o bacalhau. Este nosso amigo torna-se mais fiel cozido na companhia do azeite, cenoura e hortaliças do que ladeado por natas, batatas fritas ou maionese.

Por Pedro Carvalho, Professor Assistente Convidado da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto

in Life & Style, Público

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A palavra Presépio deriva do latim praesepium, que quer dizer curral, estábulo ou lugar de recolha de gado. Conta a tradição católica que o presépio teve origem surgiu no séc. XIII, em Úmbria (região da Itália central).

Foi S. Francisco de Assis que, com a permissão do Papa, criou um presépio com figuras humanas e animais, recreando o local de nascimento de Jesus, que serviu de pano de fundo para a missa de Natal desse ano. Esta representação teve tanto sucesso, que se tornou numa referência Cristã, representativa do Natal, em quase todo o mundo.

Em Portugal, o presépio tem tradições muito antigas (por volta do séc. XVII). É colocado no início do Advento sem a figura do menino Jesus, que será posta na noite de Natal, após a missa do galo. O presépio é desmontado no dia seguinte ao Dia de Reis.

Na tradição Portuguesa, as figuras que se colocam no presépio, além da Sagrada família (S. José, Maria e o Menino Jesus), dos pastores e alguns animais, e dos três Reis Magos, também encontramos figuras como o moleiro e o seu moinho, lavadeiras, membros de um rancho folclórico e outros personagens típicos da cultura portuguesa. Tradicionalmente feito de barro, podemos encontrar ainda peças de diversos materiais, desde tecido ou madeira até porcelana fina.

in natal.com.pt

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Os Açores

Hoje, em Conversas em Português, exploramos os Açores. E nada melhor do que apreciar o arquipélago tendo como fundo a música que os Madredeus lhe dedicaram.

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Quando a cidade de Bragança era ainda a aldeia da Benquerença, lá vivia uma princesa bela e órfã com o seu tio, o senhor do Castelo. A princesa tinha-se apaixonado por um jovem nobre e valoroso, apesar de pobre. Este, que também a amava, partira para procurar fortuna, prometendo só voltar quando se achasse digno de a pedir em casamento. Durante muitos anos a princesa recusou todas as propostas de casamento até que o tio resolveu forçá-la a casar-se com um nobre cavaleiro seu amigo. Quando a jovem foi apresentada ao cavaleiro decidiu contar-lhe que o seu coração era do homem por quem esperava há 10 anos. Este facto despertou a cólera do tio, que resolveu vingar-se. Nessa noite, o senhor do Castelo disfarçou-se de fantasma e, entrando por uma das duas portas dos aposentos da princesa, disse-lhe que esta seria condenada para sempre se não acedesse a casar com o cavaleiro. Quando estava a ponto de a obrigar a jurar por Cristo, a outra porta abriu-se e, apesar de ser de noite, entrou um raio de sol que desmascarou o falso fantasma. A partir de então a princesa nunca mais foi obrigada a quebrar a sua promessa e passou a viver recolhida numa torre que ficou para sempre lembrada como a Torre da Princesa. As duas portas ficaram a ser conhecidas pela Porta da Traição e a Porta do Sol.

in Lenda do Castelo de Bragança ou da Torre da Princesa, Porto Editora.

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