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Archive for Abril, 2012

Viagem a Aveiro

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A Fundação Rei Afonso Henriques realizou no passado fim-de-semana uma viagem a Aveiro.

Esta cidade, conhecida como a “Veneza de Portugal” é a capital do Distrito de Aveiro, na Região Centro e pertencente à sub-região do Baixo Vouga, com cerca de 55 291 habitantes. Fica situada a cerca de55 km a noroeste de Coimbra e a cerca de70 km a sul do Porto. É um importante centro urbano, portuário, ferroviário, universitário e turístico.

Os 50 visitantes, desfrutaram de uma visita guiada pela cidade, seus principais monumentos, história, tradições e lendas. No final, os mais atrevidos deram um passeio em moliceiro. A viagem contemplou também uma visita às praias da Barra e Costa Nova, onde com um tempo agradável puderam dar um passeio por estas duas povoações. Não podia faltar uma visita à Oficina do Doce, onde aprenderam algumas técnicas de elaboração dos famosos Ovos Moles de Aveiro, seguidos de degustação.

No regresso, paragem na Guarda com visita guiada ao Museu e cidade e regresso a Zamora.

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Era um Abril de amigo Abril de trigo
Abril de trevo e trégua e vinho e húmus
Abril de novos ritmos novos rumos.

Era um Abril comigo Abril contigo
ainda só ardor e sem ardil
… Abril sem adjectivo Abril de Abril.

Era um Abril na praça Abril de massas
era um Abril na rua Abril a rodos
Abril de sol que nasce para todos.

Abril de vinho e sonho em nossas taças
era um Abril de clava Abril de acto
em mil novecentos e setenta e quatro.

Era um Abril viril Abril tão bravo
Abril de boca a abrir-se Abril palavra
esse Abril em que Abril se libertava.

Era um Abril de clava Abril de cravo
Abril de mão na mão e sem fantasmas
esse Abril em que Abril floriu nas armas.

MANUEL ALEGRE

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Desde segunda-feira, 16 de Abril, que os zamoranos têm ao seu dispor um novo meio de comunicação: um jornal on-line onde os cidadãos poderão manter-se informados sobre as notícias e acontecimentos que sucedam na capital e na província dia após dia.

Além disso, este jornal pretende ser um espaço dinâmico e participativo, aberto a todos, onde se partilhem opiniões sobre os acontecimentos e se ajude o próprio meio de comunicação a crescer enriquecendo-o de todas as contribuições. A principal característica é o imediatismo, já que o site oferecerá as notícias, acontecimentos e informações que sucedam na cidade no mesmo instante, pelo que o cidadão e utente da rede poderá estar sempre em cima do acontecimento. 

A Fundação Rei Afonso Henriques colabora com este meio com uma secção na qual vai tentar aproximar a actualidade portuguesa da nossa província destacando a realidade informativa da nossa fronteira, informação sobre acontecimentos, feiras, cultura e os actos mais relevantes. Também informaremos sobre os temas de actualidade de Portugal que possam ser de interesse para os zamoranos e castelhanoleoneses.

Por outro lado estarão também reflectidas as actividades próprias da Fundação e os projectos nos que se encontra imersa. Tudo em português. Podem aceder ao jornal clicando na imagem superior ou aqui.

Espero que gostem!

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O café é um daqueles casos que ultrapassam as fronteiras do alimento e entram no domínio do ritual. “O café e a conta!” é uma expressão que nos é intrínseca, a nós portugueses, como se já nascêssemos programados para este ritual do café no final de uma refeição.

À semelhança do bacalhau, o café é mais um alimento que é nosso sem o ser, entrando igualmente na categoria de “healthy guilty pleasure” devido à desconfiança clássica com que era olhado, muito em parte pela sua recorrente associação ao consumo de tabaco e inactividade física. Hoje o café está na moda e é bom que continue a estar, uma vez que a complexa mistura de mais de mil compostos que o constituem, incluindo vitaminas, minerais, compostos fenólicos e alcalóides, tem equivalência no número de benefícios que nos proporcionam.

Como no café não são só coisas boas, comecemos pelas más notícias que derivam do seu consumo excessivo e que passam pelo aumento dos níveis de pressão arterial e homocisteína, ambos factores de risco para as doenças cardiovasculares. O café não filtrado possui igualmente diterpenos capazes de aumentar moderadamente os níveis de colesterol, embora, quer pelo seu consumo caseiro filtrado, quer pelo escasso volume que possui um café expresso, os níveis de ingestão destes compostos não sejam preocupantes. Preocupante poderá ser a sua ingestão em excesso em crianças e adolescentes. No entanto, é bom que o “horror” com que se imagina uma criança a tomar café tenha igualmente paralelo ante o consumo de bebidas energéticas e refrigerantes de cola, chá e guaraná por terem igualmente níveis razoáveis de cafeína.

Dobrado o cabo das poucas tormentas do café, falemos do seu lado solar quando consumido em quantidades moderadas (entenda-se 3 – 4 cafés expresso por dia). O café faz parte do despertar de uma grande parte da população que não consegue “pensar” até tomar o primeiro café do dia. E, de facto, o café tem essa capacidade de aumentar o estado de alerta e a velocidade de processamento de informação que se traduz numa melhoria da nossa performance laboral e bem-estar. Existem já lotes no mercado que aproveitam inclusive a película exterior do grão de café, a pele de prata, pelo seu teor em fibra e antioxidantes e eventualmente função prebiótica. O café, já de si riquíssimo em compostos fenólicos, para além destes efeitos a curto prazo, tem sido também associado à prevenção de inúmeras doenças crónicas, tais como diabetes tipo 2, Parkinson e doença hepática (cirrose e carcinoma hepatocelular).

Nas quantidades moderadas, pode-se então dizer que o principal problema do café não está em sim mesmo, mas sim no pacotinho de açúcar que o acompanha e que nos brinda sempre com 30 desnecessárias quilocalorias que se multiplicam pelo número de cafés diários. Deste modo, para cuidar da sua saúde e para o apreciar devidamente, beba café, mas sem açúcar.

*Professor Assistente Convidado da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto
in Life&Style

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Foi no passado dia 7 que o Expresso, reconhecido jornal português, editou este artigo acerca da Semana Santa em Zamora.

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A lenda do folar da Páscoa é tão antiga que se desconhece a sua data de origem. Reza a lenda que, numa aldeia portuguesa, vivia uma jovem chamada Mariana que tinha como único desejo na vida o de casar cedo. Tanto rezou a Santa Catarina que a sua vontade se realizou e logo lhe surgiram dois pretendentes: um fidalgo rico e um lavrador pobre, ambos jovens e belos. A jovem voltou a pedir ajuda a Santa Catarina para fazer a escolha certa. Enquanto estava concentrada na sua oração, bateu à porta Amaro, o lavrador pobre, a pedir-lhe uma resposta e marcando-lhe como data limite o Domingo de Ramos. Passado pouco tempo, naquele mesmo dia, apareceu o fidalgo a pedir-lhe também uma decisão. Mariana não sabia o que fazer.

Chegado o Domingo de Ramos, uma vizinha foi muito aflita avisar Mariana que o fidalgo e o lavrador se tinham encontrado a caminho da sua casa e que, naquele momento, travavam uma luta de morte. Mariana correu até ao lugar onde os dois se defrontavam e foi então que, depois de pedir ajuda a Santa Catarina, Mariana soltou o nome de Amaro, o lavrador pobre.

Na véspera do Domingo de Páscoa, Mariana andava atormentada, porque lhe tinham dito que o fidalgo apareceria no dia do casamento para matar Amaro. Mariana rezou a Santa Catarina e a imagem da Santa, ao que parece, sorriu-lhe. No dia seguinte, Mariana foi pôr flores no altar da Santa e, quando chegou a casa, verificou que, em cima da mesa, estava um grande bolo com ovos inteiros, rodeado de flores, as mesmas que Mariana tinha posto no altar. Correu para casa de Amaro, mas encontrou-o no caminho e este contou-lhe que também tinha recebido um bolo semelhante. Pensando ter sido ideia do fidalgo, dirigiram-se a sua casa para lhe agradecer, mas este também tinha recebido o mesmo tipo de bolo. Mariana ficou convencida de que tudo tinha sido obra de Santa Catarina.

Inicialmente chamado de folore, o bolo veio, com o tempo, a ficar conhecido como folar e tornou-se numa tradição que celebra a amizade e a reconciliação. Durante as festividades cristãs da Páscoa, o afilhado costumam levar, no Domingo de Ramos, um ramo de violetas à madrinha de baptismo e esta, no Domingo de Páscoa, oferece-lhe em retribuição um folar.

Lenda do Folar da Páscoa. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012.

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