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Archive for Novembro, 2012

Título original: O Cônsul de Bordéus
De: João Correa, Francisco Manso
Com: Vítor Norte
Género: Drama
Classificação: M/16
Outros dados: POR, 2011, Cores, 90 min.

Aristides de Sousa Mendes do Amaral e Abranches nasceu em Cabanas de Viriato, a 19 de Julho de 1885, no seio de uma família aristocrática rural, católica e conservadora. Ocupou diversas delegações consulares portuguesas pelo mundo fora, entre elas Zanzibar, Brasil, Estados Unidos ou Guiana. Cônsul de Portugal em Bordéus em 1940, ano da invasão da França pela Alemanha nazi na sequência da Segunda Grande Guerra, Sousa Mendes desafiou as ordens expressas do primeiro-ministro, Salazar (que, durante esses anos, manteve a neutralidade de Portugal), e concedeu mais de 30 mil vistos de entrada em Portugal a refugiados de todas as nacionalidades que desejavam fugir de França. Revelando uma coragem e determinação invulgares – e consciente do risco para sua vida e a da sua família -, recusou-se a entregar milhares de pessoas a um destino certo nos campos de concentração nazis. Confrontado com os primeiros avisos de Lisboa, ele terá dito: “Se há que desobedecer, prefiro que seja a uma ordem dos homens do que a uma ordem de Deus”. Aristides de Sousa Mendes faleceu na miséria, a 3 de Abril de 1954, no hospital dos franciscanos em Lisboa.

in PÚBLICO

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Esta iniciativa do DN (Diário de Notícias), que teve início no dia 17 de Outubro, “dá aos leitores a possibilidade de descarregarem para os seus PC, tablet ou smartphone uma grande variedade de contos digitais de grandes autores portugueses.

A Biblioteca Digital DN está disponível para todos os leitores que façam o registo no site do Diário de Notícias e é totalmente gratuita. Assim, até ao final de Janeiro do próximo ano, os leitores do Diário de Notícias poderão desfrutar de contos de Nuno Markl, Luísa Costa Gomes ou Mário Zambujal, entre muitos outros, num total de 31 contos digitais.

Às quartas-feiras e aos sábados um novo conto é disponibilizado para ‘download’, ficando a partir daí disponível para todos os leitores registados até ao fim da campanha.

Pode ainda conferir o calendário completo de todos os contos oferecidos pelo DN, para que possa começar a sua própria Biblioteca Digital.”

Espero que gostem.

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A castanha, mais do que um alimento, é um marco do nosso calendário. Sinónimo de chuva, frio e lareira, é interessante constituir-se como o ponto alto do magusto celebrado em comemoração do “Verão” de S. Martinho.

No séc. XVII, a castanha era dos “farináceos” mais consumidos na alimentação dos seus congéneres beirões e transmontanos, ocupando por vezes o lugar do pão e das batatas. Esta substituição será hoje quase impossível, não porque não existam castanhas durante todo o ano (a produção de castanha congelada é um mercado em expansão), nem tão pouco por apresentar uma menos valia do ponto de vista nutricional, mas sim por questões económicas. Apesar do valor comercial da castanha ser bastante superior ao do pão, batata e arroz – é inclusive apelidada por alguns de “petróleo da região transmontana” -, este fruto amiláceo apresenta benefícios nutricionais muitas vezes menosprezados.

A castanha sendo um fornecedor primordial de hidratos de carbono (50% da sua constituição), tem uma quantidade de fibra e proteína (de elevado valor biológico tendo em conta que se trata de um alimento de origem vegetal) muito apreciável e que a tornam num interessante alimento do ponto de vista do controlo do apetite. Muito pobre em gordura, possui ainda razoáveis quantidades de vitaminas do grupo B, vitamina C, cobre e manganésio.

Sendo certo que a castanha não tem as cores, o aspecto e a forma de alguns hortofrutícolas ricos em antioxidantes, em boa verdade esta pérola transmontana ocupa um honroso 11º lugar no top de alimentos com maior quantidade de polifenóis, recentemente elaborado pelo Phenol-Explorer, uma plataforma do Instituto Francês de Investigação Agrícola.

É então mais um produto nacional de excelente valor nutricional. Citando um sempre sábio provérbio popular “cruas, assadas, cozidas ou engroladas, com todas as manhas, bem boas são as castanhas!”

Por Pedro Carvalho, Professor Assistente Convidado da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto

in Life & Style, Público

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