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Posts Tagged ‘cultura portuguesa’

Fundação Rei Afonso Henriques

Dia 24 de Julho. Concerto de MÍSIA às 21:30h. Preço: 15 Euros
Dia 23 de Julho. Masterclass dada por MÍSIA às 21:00h (entrada gratuita até lotação esgotada).

Página Oficial da fadista

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rir

Esta noite choveu migas,

Rapazes tragam colheres!

Quem quiser ouvir mentiras

Chegue-se para o pé das mulheres.

 

Se o meu amor me deixar,

Eu faço uma das minhas:

Vou-me deitar a nadar

No caco das galinhas!

 

Minha mãe para me casar

Prometeu-me uma panela,

E depois de me casar

Partiu-me a cara com ela!

 

Tenho uma casa na serra

Fechada com sete trancas,

Tenho lá um burro dentro

Zurra melhor que tu cantas!

 

Cala-te aí franganote,

Frango de asa amarela,

Começas a cantar de mais,

Estás aqui, estás na panela!

 

Borba

O Grande Livro das Tradições Populares Portuguesas

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pedra

Uma das romarias que ainda consegue manter o equilíbrio entre as suas vertentes religiosa e pagã é a do Senhor da Pedra, na freguesia de Gulpilhares, no concelho de Vila Nova de Gaia. Mesmo fora do seu dia de festa, aquele santuário batido pelas ondas atlânticas é chamariz para centenas de peregrinos.

Pois reza a lenda que, há séculos, os habitantes da freguesia se empenharam em construir uma capela num largo chamado do arraial. Ora quando as paredes começaram a erguer-se, nas pedras da beira-mar surgiu uma luzinha apelativa da atenção de todos. E os de Gulpilhares entenderam a mensagem. Era aquele e não outro o lugar onde deveria ser erguida a capela, que ali tomou o nome de Senhor da Pedra.

O visitante do lugar, se contornar a capelinha, encontrará atrás uma marca na pedra, uma marca em forma de tosca ferradura. Se perguntar a alguém da terra o que vem a ser aquilo, receberá como resposta:

– É a pegada de um boi bento que por ali passou…

O Grande Livro das Tradições Populares Portuguesas

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frei

Era uma vez um rei que governava um país onde nunca acontecia nada de interessante. A única coisa de mais interesse era haver ali um homem que dizia não ter medo de nada. Esse homem chamava-se Frei João Sem Cuidados. O rei ouviu falar nesse homem e quis ver se isso era mesmo assim.

Então, certo dia, mandou chamar Frei João ao palácio e disse-lhe:

– Vou fazer-te três perguntas. Dou-te três dias para pensares nas respostas. Se daqui a três dias não souberes as respostas, mando-te matar! As perguntas são: Quanto pesa a lua? Quanta água tem o mar? Em que é que eu estou a pensar?

Frei João sem Cuidados saiu do palácio a pensar nas respostas que tinha de dar ao rei. E, claro, ia bastante preocupado.

No caminho para casa, cruzou-se com o moleiro. Diz-lhe o moleiro:

– Olá, Frei João. Vejo-o tão triste! O que lhe aconteceu?

O Frei João disse então ao moleiro a razão da sua preocupação:

– É que o rei manda-me matar se eu não lhe disser três coisas: quanto pesa a lua, quanta água tem o mar e no que é que ele está a pensar…Quando ouviu isto, o moleiro riu-se:

– Não tenha problemas, Frei João! Empreste-me a sua roupa e eu irei por si ao palácio dar as respostas ao rei.

Passados três dias, o moleiro, vestido de Frei João, foi ao palácio responder ao rei. O rei perguntou-lhe:

– Então, quanto pesa a lua?

– Quatro quartos do seu peso. – Respondeu o moleiro.

– E quanta água tem o mar?

– É preciso que Vossa Majestade mande tapar todos os rios, para eu poder responder a essa pergunta.

– Está bem, aceito a tua resposta. – disse o rei. – Mas agora se não souberes no que eu estou a pensar, mando-te matar!

– Vossa Majestade pensa que está a falar com Frei João e está a falar com o moleiro!

Ao dizer isto, o moleiro tira a roupa do Frei João e mostra ao rei que é o moleiro. O rei ficou de boca aberta com a esperteza do homem.

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Os malfamagrifos

Achei um ninho de malfamagrifos

Com sete malfamagrifinhos,

E quando a malfamagrifa

Vai dar de mamar

Os malfamagrifinhos

Fazem uma malfamagrifada

Que não se lhes entende nada

De nada!

Há ainda outras versões similares:

Tenho um ninho de malfamagrifos

com cinco malfamagrifinhos;

Cada vez que vai a malfamagrifa

Dar de mamar aos malfamagrifinhos,

Fazem tal malfamagrifada,

Que até a malfamagrifa

Fica atormentada.

Num ninho de nafagafos

Há cinco nafagafinhos

Quem os desnafagafizar

Bom desnafagafizador será.

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A Fundação Rei Afonso Henriques tem o Prazer de convidar V. Ex.ª para a apresentação do livro

De Espanha Nem Bom Vento Nem Bom CasamentoVirginia López.

Dia 6 de Novembro às 20h, no Auditório da FRAH.

«Aquilo que Virginia López nos desvenda neste livro, com um humor tão fino e inteligente, é que Espanha e Portugal têm mais passado em comum do que aquele que alguns – ai esses alguns – querem aceitar. Porque, portugueses e espanhóis, somos todos filhos da mistura de culturas, sangues, projetos, sonhos, afinidades e deslealdades. E se a história pode ser contada de várias maneiras, do passado ninguém se livra. Nesse passado, no qual Virginia mergulha na qualidade de jornalista e ofício de escritora, existem figuras grotescas, malvadas, desgraçadas e extravagantes, um património que já era tempo de se unir num só livro que é, simultaneamente, catálogo de encontros e desentendimentos, ou seja, de vida vivida em comum e entre gente nascida na mesma terra embora falando de forma diferente (…)» Pilar del Río, in Prefácio «Portugal só existe porque foi uma prenda de casamento para uma simples bastarda castelhana e isto numa altura em que ainda não tinham sido inventadas as listas de casamento do El Corte Inglés». É desta forma provocadora que Virginia López, correspondente do jornal El Mundo em Portugal há 5 anos, começa este livro de forma a apurar se a expressão que tanto ouvimos e em que tanto acreditamos «De Espanha nem bom vento nem bom casamento» tem alguma razão de ser. Da bastarda D. Teresa, mãe do primeiro rei de Portugal, passando pela galega Inês de Castro, a castelhana Rainha Santa Isabel, a única que Portugal teve santa, à passagem pelos Filipes, à famosa Batalha de Aljubarrota tão falada por portugueses e tão desconhecida dos castelhanos, ou às relações de «amizade» entre Franco e Salazar, José Sócrates e Zapatero.”

in A Esfera dos Livros

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No âmbito da rubrica Grandes Portugueses levada a cabo no Curso de Português Nível Intermédio, deixo-vos a relação dos portugueses seleccionados e as datas de apresentação dos trabalhos. A abordagem dos temas é totalmente livre, estando somente condicionada pelo tempo de apresentação que não deverá superar os 15 minutos.

Bom trabalho a todos!

 

  • D. Afonso Henriques (1111-1185) – 14 de Fevereiro – Teresa
  • Infante D. Henrique (1394-1460) – 21 de Fevereiro – Anabel
  • D. Manuel I (1469-1521) – 28 de Fevereiro – Noélia
  • Vasco da Gama (1469-1524) – 7 de Março – Pedro
  • Fernão de Magalhães (c.1480-1521) – 14 de Março – Ángel
  • Luís de Camões (1524-1580) – 21 de Março – Eva
  • Aristides de Sousa Mendes (1885-1954) – 4 de Abril – José Luis
  • Fernando Pessoa (1888-1935) – 11 de Abril – Choni
  • Egas Moniz (1874-1955) – 18 de Abril – Amaranta
  • Amália Rodrigues (1920-1999) – 25 de Abril – Miguel
  • José Saramago (1922-) – 3 de Maio – Choni
  • Fernando Nobre (1951-) – 10 de Maio – Hortensia
  • Maria João Pires (1944) – 17 de Maio – José Manuel
  • Manoel de Oliveira (1908) – 24 de Maio – Guillermo

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